A chuva castigava o chão com força, transformando a terra sob as patas dos cavalos em um lamaçal traiçoeiro. Sophia apertava as rédeas com força, os dedos rígidos, como se a tensão pudesse mantê-la em movimento, longe de tudo e de todos, especialmente de Nikolai. O vento açoitou seu rosto, misturando gotas de chuva com lágrimas que ela se recusava a admitir.Nikolai, no entanto, não desistia. Ele sabia que ela estava furiosa, mas era mais que isso; ele enxergava a dor por trás de cada decisão impensada. Ele cavalgava como um homem possuído, cada músculo do corpo tenso, cada respiração pesada, tentando ignorar o ribombar ameaçador dos trovões e o flash ocasional de um raio. A tempestade era perigosa, mas perder Sophia para o próprio desespero parecia pior.— Sophia! — ele gritou novamente, sua voz quase se perdendo no rugido dos céus.Ela não queria ouvir, mas seu nome, vindo dele, ressoava como um trovão particular em seu peito. Contra sua vontade, virou o rosto apenas o suficiente
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