EVELYN A casa estava silenciosa. Sophia e Oliver já dormiam. Espalhados na cama como dois pequenos furacões que haviam gastado toda a energia do dia. Eu deveria estar dormindo também. Mas não conseguia. Porque ele estava vivo. Mais uma vez aquela frase invadiu meus pensamentos. Hagen está vivo. Sentada no sofá, com o notebook sobre as pernas, assistia pela décima vez às imagens do aeroporto. As mesmas imagens. Os mesmos vídeos. As mesmas fotografias. Como se, ao olhar mais uma vez, eu pudesse acreditar melhor. Meu marido estava vivo. Vivo. Depois de três anos. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Na tela, Hagen descia do avião. Mais velho. Mais maduro. Mais homem. O sol das Bahamas havia deixado sua pele bronzeada. Os cabelos estavam um pouco mais longos. Os traços mais marcantes. Mas aqueles olhos... Meu Deus. Aqueles olhos violetas continuavam exatamente iguais. Os mesmos olhos pelos quais me apaixonei. Os mesmos olhos que eu
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