Hagen Nunca gostei de multidões. Ou talvez tivesse gostado um dia. Eu não sabia. Ainda havia muitas coisas que eu não lembrava. Mas enquanto o jato se aproximava de Nova York, uma sensação estranha crescia dentro de mim. Ansiedade. Medo. Expectativa. Era como caminhar em direção a uma vida que pertencia a outra pessoa. Ao meu lado, Isabella parecia radiante. Enquanto isso, eu observava a cidade pela janela. Algo nela parecia familiar. Muito familiar. Como uma fotografia esquecida no fundo da memória. — Está nervoso? Perguntou Isabella. Sorri sem humor. — Um pouco. — Vai ficar tudo bem. Assenti. Mas não tinha tanta certeza. Porque eu estava prestes a reencontrar pessoas que me amavam. Pessoas que me procuraram durante anos. E eu não lembrava de nenhuma delas. Assim que o avião tocou o solo, percebi que algo estava errado. Veículos. Muitos veículos. Luzes. Policiais. Seguranças. Carros pretos. Helicópteros. Franzi a testa
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