Meu maxilar travou. Sei exatamente o que ele estava falando. Ele me dizia, sem rodeios, que se eu quisesse, ele permitiria que eu o marcasse... para que nenhuma outra fêmea jamais se aproximasse novamente. Ele se oferecia, de bandeja, para ser só meu. Para ser dominado por mim. Abri a boca para negar, para gritar que não, que eu não ligo, que ele pode ter quantas quiser... mas as palavras não saíram. Porque era verdade. Era a pura, dolorosa e irritante verdade. — Você pode negar que me quer. Pode negar que gosta de estar aqui. Pode negar tudo o que quiser. — Ele continuou, a voz ficando mais baixa, mais rouca, mais perigosa, até que parecia estar falando só para nós dois. — Mas não pode negar uma coisa, Scarlett... Ele parou, levando a mão até a mesa, pegando a minha mão que estava parada ali, entrelaçando os nossos dedos com força, apertando, fazendo o contato queimando como fogo, sentindo a mesma força que entortou o garfo. — Você odeia a ideia de me compartilhar. — Ele di
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