Hannah Brooks. Quando finalmente atravessamos as portas de vidro do prédio, o vento frio da noite de Toronto nos atinge de uma vez, cortando a pele, trazendo um contraste quase cruel com o calor da raiva que ainda ferve dentro de mim. Arrasto Amelie até o meio da rua, onde seus gritos agora se espalham livremente, chamando ainda mais atenção.Mais gente.Mais olhos.Mais plateia.Paro.Finalmente paro.— Você queria um palco, irmãzinha… — digo, sorrindo, a voz baixa, mas firme o suficiente para atravessar o burburinho ao redor. — Então pronto.Inclino levemente a cabeça, observando a cena como quem admira uma obra finalizada.— Com direito à plateia.Solto os cabelos dela com um empurrão seco, fazendo seu corpo cambalear alguns passos para frente. O desespero toma conta de Amelie de forma quase imediata, as mãos tremendo enquanto ela tenta, sem sucesso, se cobrir, se esconder, desaparecer. Mas não há para onde ir. Não mais.— Filmem à vontade. — digo, fria, erguendo um pouco o queixo
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