Apesar do desejo de ir, respondeu com gratidão. — Obrigada, Dona Dirce. Suas palavras significam muito para mim — respondeu Charlotte, sentindo um calor no peito. — George, por favor, verifique se o jantar está pronto. Quero conversar a sós com a Charlotte — a matriarca ordenou, sem sequer olhar para o neto, que assistia a cena encostado no batente da porta com os braços cruzados. George bufou, claramente contrariado pela exclusão, mas, sob o olhar severo da avó, deu as costas e saiu, batendo a porta da suíte com força desnecessária. Dona Dirce suspirou, balançando a cabeça, e então voltou toda a sua atenção para Charlotte. Ela esticou o braço até a mesinha de apoio ao lado de sua poltrona e pegou uma pequena caixa de joias de veludo azul-marinho, gasta pelo tempo, mas impecavelmente conservada. — Eu sei que as coisas entre você e meu neto não saíram como nós... bem, como eu esperava — começou a senhora, com uma ponta de tristeza na voz, mas mantendo a doçura. — Sei também que
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