Do lado de fora, George permaneceu estático, atônito, encarando a fachada imponente da casa. A bochecha ainda ardia onde a mão de Charlotte havia batido, mas a sua mente, moldada por anos de privilégios e bajulação, simplesmente se recusava a processar a realidade. Ele tocou o canto da boca com o polegar, soltando uma risada nervosa e desacreditada. “Ela enlouqueceu”, pensou, ajeitando o paletó amassado, enquanto se levantava. Não conseguia acreditar que Charlotte estivesse falando sério. Afinal, ela sempre fora a pessoa que mais valorizara o relacionamento dos dois. Para ele, ela estava fazendo drama para puni-lo, apenas isso. Sempre foi acostumado a ver as mulheres implorando por sua atenção. - Charlotte não será diferente. Desde que se mudara para Richmond ela viveu uma vida discreta e solitária, depois se conheceram e ela passou a orbitar ao seu redor. Charlotte também era completamente devota à avó dele, e a idosa sempre sonhara em ver os dois e bem. George tinha certeza absolu
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