André Martins olhava para a fachada do restaurante com os olhos marejados. O nó em sua garganta era sufocante. Com as mãos trêmulas, ele tentou ligar para Rafael, mas a chamada caiu direto na caixa postal. Sem opções, discou o número de Kauan, que atendeu prontamente após o terceiro toque.— Pô, mano, o que houve? — perguntou Kauan, percebendo a respiração pesada do amigo.André desabafou, a voz embargada pela tristeza:— Meu restaurante foi interditado, cara... Interditado! Dá para acreditar nisso?Kauan, que estava no meio do salão da academia auxiliando uma aluna na musculação, afastou-se por um instante, deixando a moça descansando. Sua expressão mudou para uma mistura de espanto e desprovação.— Tem algo muito errado aí, mano. É impossível! Você é o cara mais cheio de regras e paranoico com limpeza que eu conheço. Alguém agiu de maldade com você, não é possível. Assim que eu sair do meu turno aqui, passo direto no seu apartamento.André suspirou, completamente desanimado, passand
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