Emma não olhou para ele. Foi buscar a água, agradecendo mentalmente por ter anos de prática em esconder reações. Quando voltou, Vanessa já estava sentada no sofá do escritório de Alexander, pernas cruzadas, postura elegante, como se aquele lugar ainda lhe pertencesse.Emma colocou a água sobre a mesa lateral.— Obrigada — disse Vanessa, sem olhar de verdade.Alexander estava de pé junto à mesa.— Feche a porta ao sair, Emma.Ela assentiu.Ao sair, ouviu Vanessa dizer em tom doce:— Você ainda a mantém muito perto.A porta fechou antes da resposta de Alexander.Emma ficou com a mão na maçaneta por meio segundo.Depois soltou.Não ouviria.Não faria isso.Voltou para a própria mesa, mas cada minuto da conversa fechada pareceu longo demais. Não conseguia distinguir palavras. Apenas a cadência ocasional da voz de Vanessa, suave, insistente, e a de Alexander, baixa e controlada.Ela odiou se importar.Odiou imaginar Vanessa tocando a mesa dele, sorrindo para ele, lembrando intimidades que
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