CARLOS EDUARDO VELAZ Aproximo-me do espaço deles com cuidado para não assustá-los, deito-me de joelhos no tapete emborrachado e me inclino, depositando um beijo terno e demorado na testinha da Maria Eduarda, bem ao lado de onde estava o galo do tombo. Ela sustenta o meu olhar por alguns segundos, avaliando a minha expressão, até que abre o sorriso mais lindo que já vi na vida.— Oi, princesinha — digo, a voz mansa.— Oi... você vai blincar com a gente também? — ela pergunta, as mãozinhas segurando uma boneca.— Se você e o seu irmão deixarem, eu vou sim. Posso participar?— Pode! — ela autoriza, entregando-me um dos blocos de montar.Passo alguns minutos mágicos ali jogado no chão, totalmente despido do meu paletó e do orgulho, empilhando blocos de pl&a
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