MARIA FERNANDA VELAZ— Fiz diletinho, papai? — Rick perguntou em um sussurro alto assim que alcançou as nossas pernas, os olhinhos castanhos brilhando de orgulho.— Fez sim, meu campeão... Você foi perfeito — Cadu respondeu com um sorriso largo, abaixando-se para pegar as alianças.— E eu, papai? Eu fui diletinho também? — Duda questionou logo em seguida, ansiosa e dengosa, buscando a aprovação imediata do pai, o que me fez soltar uma risada contida no altar.— Você foi uma verdadeira princesa, minha vida. A mais linda de todas — ele se rendeu, de olhos brilhando.Um sorriso bobo e apaixonado se forma nos meus lábios agora, na rede, ao recordar cada detalhe. Foi, sem dúvida, a memória mais perfeita da minha história. Lembro-me da voz grave do Cadu ecoando pelo microfone da igreja na hora dos votos, deixando de lado qualquer papel escrito:— Nanda... eu passei os últimos dias pensando muito no que escrever para este momento sagrado, contudo, eu percebi que não seria capaz de colocar em
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