CARLOS EDUARDO VELAZO eco de tudo o que acabei de ouvir na intimidade do meu escritório me deixa profundamente entristecido. Enquanto encaro o semblante exausto do Adolfo, tento imaginar a dimensão exata do que ele está sentindo no fundo da alma. Ver a sua única irmã, o sangue do seu sangue, rendida ao submundo das drogas e vivendo em um delírio psicótico constante, não deve ser uma barra fácil de carregar para ser humano nenhum. É um soco que desaba qualquer estrutura.Agora, diante da situação sob controle médico, o que nos resta é torcer e rezar para que a Jéssica encontre forças, e principalmente tenha a força de vontade necessária, para se reerguer e melhorar durante esse tratamento.Olho para ele, percebendo que ele continua tenso na poltrona, e decido resolver a parte prática da sua estadia:— Adolfo, você tem onde ficar aqui na cidade? Já reservou algum lugar? — pergunto, ajeitando o punho da camisa.Ele balança a cabeça negativamente de forma lenta, soltando um sorriso fraco
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