Amara permaneceu ali, plantada na calçada, o peso da humilhação caindo sobre ela por mais de duas horas. A espera pelo motorista que a buscaria se mostrou em vão; ele nunca apareceu. Foi quando Amara percebeu a verdadeira extensão da raiva de Donald. Aos poucos, com o coração apertado, ela começou a caminhar pelas ruas da cidade, desolada, as lágrimas traçando caminhos quentes em suas bochechas. Os olhares curiosos das pessoas a acompanhavam, notando a tristeza estampada em seu rosto. Amara, acostumada a ter todos os seus desejos atendidos, a nunca ouvir um "não", sentia o choque da realidade. A humilhação vinha de todos os lados: da dona do SPA, que a esnobou, das funcionárias que não lhe atendeu e de Donald, o homem que em breve seria seu marido, mas que, em vez de defender sua honra, a forçou a pedir desculpas. Um amargor profundo tomou conta de seu peito. Ela se lembrou de Chase, o homem que todos viam como um monstro, deformado e temido. A crueldade com que ele, sem hesitar, co
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