Noah O monitor cardíaco emitia um som constante. Luna dormia profundamente no leito do hospital, abraçada ao pequeno coelho de pelúcia que um dos enfermeiros havia encontrado entre seus pertences. Helena permanecia ao lado da cama, acariciando os cabelos da filha com movimentos lentos, como se precisasse ter certeza de que ela realmente estava ali. Eu observava as duas em silêncio. Durante dois dias, vivi o pior pesadelo da minha vida. Agora que Luna havia sido encontrada, o alívio dividia espaço com outra sensação. Raiva. Uma raiva fria. Controlada. Porque alguém havia ousado tocar na minha família. E essa pessoa ainda estava livre. Uma batida discreta na porta interrompeu meus pensamentos. Vincent entrou acompanhado de Thomas. Os dois tinham expressões sérias. Olhei para Helena. — Vou voltar em alguns minutos. Ela assentiu, sem afastar os olhos de Luna. Saí para o corredor e fechei a porta com cuidado. — O que descobriram? Thomas abriu uma pasta. — A perícia enc
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