Noah Existe uma versão de mim que ninguém conhece. Nem os acionistas. Nem a imprensa. Nem mesmo minha família. Eles conhecem o CEO. O estrategista. O homem que nunca perde uma negociação. Mas existe outro Noah. Um homem que aprendeu, muito cedo, que às vezes a gentileza não basta para sobreviver. Eu tinha dezesseis anos quando acompanhei meu pai pela primeira vez em uma reunião que mudou minha vida. Não era uma reunião de negócios. Era uma negociação com homens que tentavam destruir a Blackthorne Industries por dentro. Fraudes. Subornos. Ameaças. Naquela noite, meu pai me olhou nos olhos e disse: — Nunca tenha prazer em destruir alguém, Noah. Mas, se alguém ameaçar sua família, não hesite. Eu nunca esqueci aquelas palavras. Durante anos, vivi seguindo esse princípio. Jamais atacava primeiro. Mas sempre encerrava qualquer ameaça de forma definitiva. Era por isso que o mercado me temia. Não porque eu gritasse. Mas porque, quando eu decidia agir, ninguém consegui
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