Alec saiu do quarto tropeçando, sentindo-se a criatura mais estúpida da face da Terra. Havia se preparado mentalmente para dar espaço a ela, para respeitar a sua dor, mas o álcool e o desespero haviam assumido o controle, arruinando tudo outra vez. Aparecer bêbado só servira para lembrar a Miranda a versão dele que ela mais desprezava: o homem ausente, o homem que não escutava. Caminhou pelos corredores escuros da enorme mansão como um fantasma em sua própria casa. Sentia que já nada valia a pena, que tudo tanto fazia. Mas, ao mesmo tempo, uma raiva surda lhe queimava as entranhas. — De que serve tudo isso?! — resmungou, socando uma parede com o punho. — O dinheiro, a empresa, o poder... Se não tinha o amor dela, se não tinha sequer a sua atenção ou uma mínima oportunidade de redenção, então viver não fazia sentido. Era como respirar, mas estar morto em vida. Arrastou-se até um dos quartos de hóspedes, longe de tudo, e desabou sobre a cama sem sequer tirar os sapatos, deixando qu
Leer más