A luz do sol filtrava-se pelas frestas das folhas, incidindo sobre o rosto voltado para cima de Clara.Mael olhou nos olhos dela — olhos escuros, da cor de uvas, repletos de pura afeição por ele.Uma estranha sensação de formigamento surgiu em seu coração.— Obrigada, Clara. — Mael aceitou os adesivos que ela lhe ofereceu com as duas mãos.Talvez por nunca ter recebido um presente tão especial antes, um lampejo de perplexidade cruzou o rosto geralmente austero de Mael.— Tio Mael, você pode colocar este adesivo onde costuma olhar bastante — sugeriu Clara, pensativa. — Assim, quando ver, vai lembrar de mim.— Tá bom.Sem hesitar, Mael pegou o celular.Ele vai colar adesivos na capinha?Mal Felícia pensou nisso, no segundo seguinte, Mael já havia arrancado o adesivo e colado na capa.A capa do celular de Mael era cinza-escura, com linhas frias e rígidas — claramente uma peça personalizada de alta qualidade. A superfície externa era lisa e sem adornos, conferindo um toque frio e tecnológi
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