No caminho de volta para a pousada, Felícia sentia até dificuldade para respirar direito.Mael, que estava ao volante, parecia revigorado e de excelente humor.Ela repassava mentalmente os eventos de minutos atrás no banco traseiro — a forma como ele a beijou, o calor de suas mãos, a intensidade de cada toque. Após toda aquela provocação mútua, a ardente luxúria de Mael parecia ter se transferido inteiramente para o corpo dela. Agora, era Felícia quem sentia fogos de artifício explodindo por todo o seu ser, despertando desejos insaciáveis.O utilitário parou em frente à pousada. Mael desceu primeiro, contornou a frente do veículo com passos céleres e abriu a porta para ela. Ao colocar os pés no chão, Felícia percebeu que o calor em suas bochechas e orelhas ainda não havia se dissipado. Sua pele, habitualmente clara, exibia um rubor vívido, como uma flor delicada e viçosa.— Chefe Montes, a senhora ficou satisfeita com a queima de fogos desta noite? — indagou Mael, com um meio sorriso
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