Acordei com o som da cachoeira. A água caía com força sobre as pedras, criando uma névoa fina e fria que molhava meu rosto. Estava nua, deitada sobre musgo macio perto da margem. Meu corpo humano havia voltado durante o sono. Os músculos doíam, cortes superficiais ardiam nos braços e nas pernas, e o cio ainda latejava baixo no ventre. Sentei devagar, abraçando os joelhos. O ar estava fresco e cheirava a água limpa e terra molhada. Logan estava sentado ao meu lado, encostado em uma pedra grande. Cabelos soltos, nove caudas descansando calmamente atrás dele. Seus olhos verdes me observavam com atenção. — Você correu a noite toda. — disse ele, voz baixa. — Eu te segui pelo cheiro. Fiquei em silêncio por um momento, depois comecei a falar. As palavras saíram emboladas, cheias de raiva e dor: — Roberto surtou, Logan. Ele invadiu o quarto gritando, dizendo que eu fedia a você, que eu era uma vadia ingrata. Me humilhou. Disse que ia me marcar à força, que ia me foder até apagar seu cheir
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