A igreja estava iluminada por vitrais coloridos que deixavam entrar a luz suave do fim de tarde. O som do órgão ecoava suavemente, enchendo o ar de solenidade. Para Helena, aquilo era mais que paredes sagradas: era a casa de Deus, e, apesar das circunstâncias, ela não poderia aceitar unir-se de outra forma.Havia pouquíssimos convidados, além de sua mãe apenas, Célia, a secretária e amiga de longa data com o esposo. Cláudia e Amanda, amigas de infância de Helena, seu tio Renato com a esposa Glória e seus primos Bernardo e Bianca. Seus avós, Rubens e Margarida, sentados tranquilamente na primeira fila.Da parte de Eduardo além de seus pais e a avó sorridente e emocionada, umas duas dúzias de pessoas que ela nem sabia quem era. A imprensa recebeu apenas uma nota informando do casamento, mas foi proibida de comparecer e registrar. Depois da cerimônia uma foto do casal foi divulgada, mas sem detalhes do nome ou origem da noiva.Vestida de branco, com véu, Helena caminhava lentamente pel
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