O silêncio dentro da cabana era tão pesado que parecia sufocar Octávia enquanto. Ela encarava a porta fechada com o sangue fervendo nas veias. O cheiro de Cal ainda flutuando no ar, zombando da sua angustia.Ela olhou para a carcaça grelhada sobre a mesa; o bicho estava lá, provendo uma carne que ela mesma pedira em um surto de desejo de grávida, mas que agora se comesse pareceria cinzas em sua boca.— Grosso... estúpido... Alfa de merda! — ela sibilou, as lágrimas de raiva finalmente transbordando e escorrendo quentes por suas bochechas. Sua mão desceu instintivamente para o ventre, protegendo o segredo que pulsava ali.O pequeno ser, seu filho, que ainda nem nome tinha, mas que já era sua única razão de viver, parecia reagir à agitação da mãe com um leve tremor interno.“— Ele não vai nos tratar assim, meu pequeno
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