“Cala essa boca!” “Não, por favor! Não faz isso comigo. Eu imploro! Tenha piedade!” “Se não parar de se mexer, vou ter que te imobilizar.” “Não, por favor! Eu não quero isso. ALGUÉM ME AJUDA!” “Ninguém pode te ouvir, meu amor. Estamos sozinhos. Se obedecer, eu enfio devagar.” “NÃO! SOCORRO, POR FAVOR!” Fim do sonho.Acordo no meio da noite, suando frio, o coração disparado. Sento na cama num pulo, ofegante, e olho ao redor meus olhos encontram Gregorio, dormindo profundamente. Sinto vontade de chorar. Na verdade, é mais do que isso. É como se tudo estivesse preso dentro de mim, e agora estivesse explodindo. As lágrimas escorrem descontroladas, como soluços cortados. O nível de estresse, o medo, a pressão… É demais. Me levanto da cama, tentando ir até o banheiro, mas acabo fazendo barulho demais. Gregorio acorda, e nossos olhos se encontram. “Alina, por que caralhos você tá chorando?” ele pergunta, com a voz rouca e impaciente. Provavelmente irritado por ter sido
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