Elena— Não vou.— Vai.— Não vou.— Elena.— Arthur.Ele suspirou. A paciência dele estava no limite. Fazia dez minutos que a gente discutia no meio do corredor, eu com os braços cruzados, ele com a chave do carro na mão.— É só um parque de diversões.— "Só um parque de diversões" não existe. É um parque. De diversões. Com gente. Barulho. Fila. Criança chorando. Criança correndo. Criança...— Você é criança.— Sou, não. Sou adulta.— Adulta que tá fazendo birra.— Tô não.— Tá, sim. Igual o Léo quando não quer comer cenoura.— Cenoura é diferente.— É a mesma coisa.— Não é.— É.— GENTE! — Léo interrompeu, aparecendo correndo com o tênis no pé errado. — A GENTE VAI OU NÃO VAI?— Vai — Arthur respondeu, me olhando.— VAI — eu respondi, bufando.Léo gritou. Correu para o carro.A Lara apareceu devagar. O caderno de desenho debaixo do braço. A mochila nas costas. Ela me olhou. Depois o pai.— Vocês brigaram?— Não.— Sim.— Nós discutimos.— É a mesma coisa.— Não, não é.— É, sim. Ma
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