POV Katerina Sokolov A luz do sol que filtrava pelas janelas ovais do jato não era a claridade gélida e acusadora da mansão Vance. Era um brilho âmbar, quente, que acariciava a minha pele sem exigir nada em troca. Abri os olhos e, por um segundo, o pânico de acordar fora da ala oeste me atingiu, mas o peso reconfortante do braço de Nikolai sobre mim serviu como uma âncora. Ele ainda dormia, a respiração profunda e rítmica contra a minha nuca. Afastei-me com cuidado, sentindo o meu corpo mais leve, apesar da exaustão que ainda pesava nos meus ossos. O enjoo da madrugada havia recuado, deixando apenas um vazio que não era mais de fome, mas de propósito. Caminhei descalça pelo carpete luxuoso até a pequena área de estar da aeronave. Sobre a mesa de carvalho escuro, uma bandeja de prata me esperava. Não havia panquecas infantis ou caldas doces. Havia chá preto forte, pão de centeio, queij
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