POV Mikhail Morozov O meu sono nunca é profundo. É um estado de vigilância constante, um hábito forjado em trincheiras e emboscadas onde o silêncio é o prelúdio da morte. Por isso, quando o ritmo da respiração de Alice mudou, o meu cérebro despertou instantaneamente, muito antes dos meus olhos se abrirem. O som não foi alto, mas para ouvidos treinados em décadas de emboscadas e silêncios mortais, ele ecoou como uma explosão. Um soluço. Úmido, arrastado, carregado de uma agonia que o sono não conseguia mascarar. O meu corpo não acordou; ele ativou. Em um movimento fluido, antes mesmo de as minhas pálpebras se abrirem totalmente, a minha mão direita mergulhou sob o travesseiro. O metal frio da Glock pareceu se fundir à minha palma. Sentei-me na cama com a velocidade de uma mola disparada, o cano da arma cortando o ar escuro até parar, com uma precisão cirúrgica, pressionado contra a têmpora de quem estava
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