POV Katerina SokolovO sabor daquela única lágrima ainda estava nos meus lábios. Salgada, densa, carregada de uma vida inteira de submissão e espera. Puxei o rosto de Mikhail para mim e colei a minha boca na dele. O beijo não teve a doçura frágil da confissão que acabamos de fazer; foi uma colisão violenta, uma promessa selada a ferro e fogo. A minha língua invadiu a boca dele com urgência, provando o gosto da respiração irregular, sentindo o tremor que percorreu o corpo maciço do General apenas com o meu toque.Rompi o beijo com um estalo úmido, deixando-o ofegante, com os olhos verdes dilatados e nublados de pura adoração. Apoiei as mãos no tapete persa espesso e, com um movimento fluido e predatório, girei o meu corpo. Fiquei de quatro sobre o chão do escritório. A jaqueta do meu terninho branco já havia sido descartada em algum lugar do recinto. As minhas costas nuas arquearam-se, os músculos da minha espinha desenhando um vale perfeito que terminava na curvatura do meu quadril
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