Ao pisar nas ruas cobertas de neve logo cedo, Vanica percebeu amargamente que suas alternativas eram escassas. O subúrbio estava mergulhado em um caos generalizado, com patrulhas da guarda real marchando de um lado para o outro à sua procura. Diante de tamanha confusão, seu plano inicial de arquitetar uma rota discreta de volta para a sua terra natal, no Sul, foi abruptamente interrompido quando uma silhueta blindada cruzou seu caminho.— Ei, você! Parada aí! — um dos guardas ordenou em voz alta, avistando a jovem que caminhava apressadamente com um capuz escuro cobrindo o rosto.No milionésimo de segundo em que Vanica ponderou a hipótese de correr, o soldado avançou com velocidade lupina, interceptando-a. Com um movimento brusco, ele segurou o braço dela com força desmedida, rasgando o tecido da manga de seu casaco. O metal dourado e místico reluziu sob a luz opaca do inverno.— Você vem comigo, mocinha... — o guarda disparou de forma rude, apertando os pulsos dela até que a pressão
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