AlexEu nunca imaginei que um beijo pudesse me desmontar assim.Estávamos frente a frente na mesa improvisada do canteiro, o sol batendo forte nas vigas de concreto ao fundo, o cheiro de terra remexida e diesel no ar. Rick tinha acabado de falar aquilo, que sentia uma faísca entre nós, que queria entender se era real. Eu respondi com honestidade crua, porque mentir para ele parecia pior do que admitir. E então ele se aproximou. Não invadiu meu espaço, só diminuiu a distância. A mão dele na minha nuca, quente, firme, seus dedos tatuados enfiando-se no cabelo curto. Eu não recuei, não quis recuar.Quando nossas bocas se tocaram, foi como se uma corrente elétrica subisse pela espinha. Lento no começo: lábios fechados, teste, respiração se misturando, sua barba por fazer arranhando meu rosto. Depois ele abriu a boca e eu abri a minha. Língua contra língua, quente, molhada, explorando com uma urgência que eu não sabia que tinha. O gosto dele, salgado, masculino, um traço de café e algo mai
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