O silêncio da mansão Medici finalmente nos acolheu, mas a fúria possessiva que queimava no meu peito ainda estava longe de diminuir. Subi as escadas em passos largos, mantendo Luna firme contra o meu peito. Ao cruzar a porta do nosso quarto, a penumbra e o cheiro familiar de casa pareceram desacelerar meus batimentos por um segundo, mas a visão dela nos meus braços ainda me deixava tenso. Depositei-a com cuidado na beirada da cama. Luna balançou a cabeça, os cabelos escuros caindo bagunçados pelo rosto, e tentou manter os olhos abertos. Ela estava visivelmente sonolenta, o efeito do álcool batendo com força agora que o agito da balada havia acabado. — Você é... um idiota, Vincenzo... — ela resmungou, a voz arrastada, quase sumindo, enquanto tentava empurrar meu peito com as mãos totalmente sem força. — Um grande... estraga-prazeres. Dei um sorriso de canto, gélido e sem humor, ignorando completamente o xingamento. Eu não ligava para os protestos dela; o que importava era que
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