Lua assentiu, mas o gesto não veio acompanhado do sorriso doce que Eros esperava.Ela se desvencilhou dele devagar, com delicadeza, se afastando e evitando seu olhar. Os dedos ajeitaram a alça da bolsa novamente, parecia recolhida, pensativa demais.Eros sentiu algo incômodo ferir uma parte muito forte dentro dele.Era inadmissível vê-la se afastar assim, calada, sem a luminosidade que parecia ter sido arrancada do mar e colocada dentro dela.Ele queria os sorrisos de volta. As broncas divertidas, as irritações deliciosamente mal ensaiadas, o brilho de sol no rosto, a voz luxuriosa que preenchia sua mente de desejos impuros e a risada que ela tentava esconder quando achava alguma provocação dele engraçada demais para merecer resposta.Queria a Lua vibrante, solta, vivaz.Não aquela versão que se afastava como se houvesse um abismo enorme entre eles.— Lua.Ela parou, mas não se virou completamente.Eros poderia chamá-la de volta e beijá-la ali mesmo, no corredor, até que todos vissem
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