POV: HELENAO eco dos dois disparos da HK416 do Gustavo ainda zumbia nos meus ouvidos quando senti os braços fortes dele me envolverem. O cheiro de pólvora e o calor do corpo dele invadiram o meu espaço, quebrando o terror daqueles últimos minutos. Ele largou a carabina tática, sustentada pela bandoleira no seu peito, e puxou a faca de combate do cinto com uma velocidade assustadora.Em dois movimentos precisos, o nylon grosso que prendia os meus tornozelos foi cortado.— Helena! Olha para mim, meu amor. Como é que você está? — a voz do Gustavo, geralmente firme e inabalável, falhou. As mãos dele subiram para o meu rosto, limpando o sangue que escorria dos meus lábios com o polegar. O olhar dele desceu imediatamente para a minha barriga, a respiração dele travada na garganta. — O bebê... aquele salto... diz-me que vocês estão bem.Respirei fundo, sentindo o ar entrar com dificuldade, mas com a certeza de que o pior já tinha passado. A dor aguda no meu ventre, que antes parecia um
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