POV: CAIO Minha visão estava começando a dobrar. O código na tela do meu setup de três monitores parecia uma cascata de neon que se recusava a parar. Eu não dormia há trinta e seis horas, sobrevivendo a base de café expresso frio e a adrenalina de saber que, se eu piscasse, o império da Helena poderia evaporar. — Marina, o tráfego no servidor central de Lisboa está estranho — eu disse, sem tirar os olhos do terminal. — Temos uma requisição de bypass no setor de arquivos mortos. Alguém usou um cartão físico. — Impossível, Caio. A segurança noturna está em alerta total — Marina respondeu do outro lado da sala, cercada por tablets que monitoravam a localização do Gustavo em Singapura e o fluxo das contas bancárias em Macau. — O cartão do Jorge foi validado às 22:14. Mas o Jorge é um idiota que mal sabe ligar um computador, quanto mais acessar o root do sistema de espelhamento — bati no teclado com força. — Alguém está usando ele como ponte. É uma invasão presencial, Marina. Algu
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