respondi, dando um beijo terno e demorado nos lábios dela, selando a nossa promessa. Chega de medo... Chega da porra do mundo tentando me arrancar isso, chega! Suspirei pesado encostando minha testa na dela, sentindo o cheiro dela que acalmava o mar rovolto dentro de mim, enquanto ela também buscava em mim a calmaria que só nós dois trazíamos um ao outro. — Nós não vamos fazer isso do jeito tradicional. Você não vai descer aquela rampa sozinha com todo mundo te olhando. Ela franziu a testa de leve, confusa. Dei um sorriso de canto, estendendo o meu braço para ela. — Nós vamos descer juntos. Entraremos juntos naquele jardim e faremos aquilo juntos, do início ao fim. Ninguém vai tocar em você porque eu vou estar do seu lado o tempo todo. Ela olhou para o meu braço, depois para o meu rosto, e o resto de insegurança que existia nela evaporou. — Tá ... Ela abriu um sorriso aliviado, lindo, e entrelaçou os seus dedos finos nos meus, segurando o meu braço com força.
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