NAYLA Senti uma pressão suave na minha bochecha. O toque era quente, firme, mas carregado de um cuidado que me fez despertar aos poucos daquela sonolência pesada e artificial. Abri os olhos devagar, a vista ainda um pouco embaçada, e a primeira coisa que vi foi o contorno do rosto do Aiden. Ele estava deitado à minha frente, de lado na cama, me observando com aqueles olhos escuros que pareciam carregar o peso do mundo inteiro. A realidade voltou como uma rasteira no meu peito. A imagem do tapete manchado de vermelho, o barulho do tiro, o desespero. Meu coração saltou no peito. — Ele... não morreu, né? a pergunta saiu num sopro da minha garganta, a voz rouca, o medo de ouvir a resposta errada me fazendo prender a respiração. Aiden soltou um suspiro pesado, o peito dele subindo e descendo, antes de desviar o olhar por um segundo. — Toda vez que você fala dele, me dá uma facada no peito, Nayla. ele confessou, a voz áspera, entregando uma vulnerabilidade que ele rara
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