POV: Gabriel O tailandês já tava no banco do passageiro quando parei o carro em frente à boutique. Era uma sacola térmica pequena, fechada com fita branca, e o cheiro já tinha invadido o carro antes de eu desligar o motor. Mari saiu do prédio com o celular grudado na orelha, falando com alguém, quando me viu, piscou só um tempinho e veio direto pra cá. Ela abriu a porta, pulou dentro e fechou de uma vez. Quando bateu a porta, eu senti na hora que o carro mudou de clima. Ela jogou a bolsa no colo, apertou o cinto e se inclinou um pouco pra sentir o cheiro da comida antes de olhar de relance.— Isso deve estar bom, hein?— Bom é ter você aqui.Ela virou o rosto na minha direção.— Você fala isso porque sabe exatamente o que eu gosto ou porque gosta de me agradar?Dei partida no carro.— As duas coisas. Ela soltou uma risadinha quase sem som e guardou o celular na bolsa. O trânsito já tava uma bagunça, como sempre naquele horário, mas eu não fui pelo caminho mais curto. Nem sempre
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