CAPÍTULO 13 — BENHá momentos na vida em que você percebe, com uma clareza quase desconcertante, que todas as tentativas de controle, todas as decisões cuidadosamente calculadas e todos os limites que você acreditava serem inquebráveis começam a perder sentido diante de algo que simplesmente não pode ser reduzido à lógica, e eu reconheço esse momento agora, não como uma hipótese distante ou uma possibilidade remota, mas como uma realidade concreta que se materializa na forma como estou parado diante dela, sentindo a proximidade, percebendo cada detalhe com uma intensidade que eu não experimentava há anos.O toque da minha mão no rosto dela ainda está presente, não apenas como um gesto físico, mas como uma ruptura, um ponto de não retorno que eu sei que não pode ser desfeito com facilidade, e mesmo assim, apesar de toda a consciência do risco, apesar de todas as razões que eu poderia listar para recuar, para interromper aquilo antes que fosse longe demais, existe uma parte de mim que
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