TrevorAndo de um lado para o outro na sala, os passos pesados ecoando o ritmo da minha impaciência enquanto aguardo notícias. O silêncio da minha sala parece amplificar o que sinto, e ver Ruby prostrada naquela cama, tão vulnerável, me causa um desconforto que ainda não consigo nomear. Detesto não ter o controle sobre os fatos ou sobre as palavras.Ela se infiltrou na minha rotina de um jeito que desafia qualquer lógica. Uma semana… esse é o tempo em que ela está em minha vida… e é irritante perceber, com uma pontada de ironia, que sinto falta justamente do que antes me dava dor de cabeça: as afrontas constantes, o brilho de desafio no olhar e aquele sorriso debochado que sempre sabia como me tirar do sério. Sem o barulho das suas convicções, ela parece um quebra-cabeça faltando a peça principal.Vê-la ali, pálida e silenciosa, é como encarar um espelho quebrado. Não sei lidar com a sua fragilidade, porque ela me obriga a admitir a minha própria preocupação. Horas se arrastam até que
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