Não conseguia abrir os olhos, nem mexer seu corpo, sentiu um hálito quente em seu rosto, mãos em seu corpo, vozes indecifráveis, e aquele nome “Helena” novamente presente. Sua barriga estava pesada, como se algo — ou alguém — estivesse montado em cima dela.“Filha”, “Helena”, “Não foi sua culpa”, “A fumaça”, “Todos morrem pela fumaça”.F U M A Ç A “TODOS MORREM!”Ela finalmente abriu os olhos, vendo um vulto se dissipar em névoa, a porta do quarto estava entreaberta, em cima da penteadeira havia uma vela acesa.Levantou-se da cama, olhou pela fresta da porta, não dava para ver nada, fechou-a.Apagou a vela e voltou a deitar.Sentiu a claridade nos olhos, a vela estava acesa novamente.Sentou-se na penteadeira, observou bem seu reflexo. Uma mulher de quase 34 anos, uma marca de nascença no rosto, os cabelos longos.Passou a mão pelos cabelos e começou a escová-los, com os olhos fechados, se estava louca, iria aproveitar seus momentos de loucura
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