— Sim, eu chamei. Eu perdi o único tempo que tinha com ele, cultivando ódio, me afastando e fazendo-o sofrer. Eu ferrei com tudo, mãe. O meu pai estava aqui, ele me pediu perdão e estava disposto a me apoiar. Ele tentou tanto e eu, eu… mesmo sabendo que ele estava morrendo, fui cruel — minha voz saiu esganiçada. — Alex, o seu pai te ama, sempre te amou. Passar os últimos meses de vida com você, mesmo com todas as diferenças, foram os melhores dias da vida dele. Ele descansou muito feliz. — Suas palavras deveriam ser acolhedoras, mas acabaram me deixando pior. Como ele pôde ficar feliz comigo, sendo constantemente humilhado por mim? — Eu fui um idiota, um grande idiota, mãe. O tempo todo, ele só quis o meu bem. Mesmo quando fui horrível, ele não reagiu; só me deixou descontar minhas frustrações. Como eu posso pedir perdão agora, mãe? Ele morreu, ele morreu sofrendo, achando que eu o odiava. — Você apenas reagiu; fez o que qualquer filho ferido pela ausência do pai faria. Alex, tudo
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