A recuperação de Ricardinho avançava devagar.Os médicos consideravam isso normal.O menino ainda se cansava facilmente, reclamava de dores de cabeça em alguns momentos e precisava permanecer sob observação constante. Mesmo assim, cada dia trazia uma pequena melhora.E, depois do susto que todos haviam vivido, pequenas melhoras pareciam enormes vitórias.Naquela manhã, o quarto 312 estava mais movimentado.Ricardinho havia acordado animado e decidido fazer perguntas.Muitas perguntas.— Quanto tempo eu vou ficar preso aqui?Ricardo, que tentava montar um quebra-cabeça infantil sobre a mesa de apoio, ergueu os olhos.— Você não está preso.— Estou sim.— Isso se chama internação.— Parece prisão.Clara riu baixinho.Marta também.Ricardinho apontou para a janela.— Eu quero ir para casa.— Logo você vai — respondeu Clara.— Hoje?— Não.— Amanhã?— Também não.O menino cruzou os braços.— Hospital é chato.— Concordo — respondeu Ricardo.— Então me tira daqui.— Vou conversar com a dir
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