Ao observar a fotografia, Jean Carlo já tinha quase certeza absoluta: aqueles eram, sem dúvida, os pais biológicos de Fiorella. À primeira vista, ela se parecia muito com a mulher da imagem. Mas, ao analisar com mais atenção, percebia que o formato das sobrancelhas e o contorno dos olhos vinham claramente do homem. Era como se as feições dela fossem uma mistura perfeita das características de ambos. — Fiorella — chamou ele, em voz baixa —, já sabe o que quer fazer, não é? Ela ficou em silêncio, com os sentimentos ainda mais confusos do que antes. Quando havia entregado suas impressões digitais e amostra de DNA no sistema de busca nacional, já tinha imaginado a possibilidade de ter sido abandonada. Afinal, se tivesse se perdido por acidente, provavelmente já teria sido procurada durante todos esses anos. Com o tempo, ela até tinha aceitado a ideia: se foi abandonada, talvez nunca mais encontrasse os seus pais verdadeiros. Aos poucos, deixou de pensar no assunto e seguiu a vida. Ag
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