Maya acordou de repente, o coração disparado antes mesmo dela entender o motivo. O quarto estava escuro, iluminado apenas pelos reflexos azulados da cidade entrando pelas frestas da cortina. Por alguns segundos, ela permaneceu imóvel, tentando entender o que tinha interrompido seu sono.Então ouviu de novo. Um som baixo, uma voz rouca.Gabriel.Ela virou lentamente o rosto para o lado, ainda sonolenta, e encontrou ele deitado ao seu lado, os lençóis parcialmente embolados em sua cintura. O peito subia e descia rápido demais, como se estivesse correndo dentro do próprio sonho. As sobrancelhas estavam franzidas, o maxilar tensionado, e havia uma lágrima escorrendo lentamente pelo canto do rosto dele.Maya se ergueu um pouco na cama imediatamente, o sono desaparecendo por completo.— Gabriel...?Ele não respondeu. Continuava dormindo ou preso em algum lugar muito distante dali. A respiração dele ficou mais pesada outra vez e então as palavras começaram. Fragmentadas. Confusas. Quase suss
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