Gabriel começou a tocar o violão, Maya observava como os dedos dele dançavam pelo instrumento como se ele fizesse parte de quem ele é, quando cantou a sua voz era linda, suave e levemente rouca. Maya estava completamente entregue naquela cena, ela ouvia cada palavra com atenção “Estar tão perto de você Não estava nos meus planos Mas agora cada passo teu Desfaz os meus enganosVocê me olha sem perceber O caos que deixa no ar E seguir sem te abraçar É meu castigo por ousar sonharTalvez eu seja covarde Por escolher a solidão Mas pior que invadir teu mundo É nunca mais ter tua mãoPorque te amar em silêncio Tem sido a forma mais cruel De sentar à tua mesa todas as noites E nunca provar do que é meu.”Gabriel ficou em silêncio depois da última frase.O vento frio da cobertura atravessava o pequeno jardim iluminado pelas luzes douradas espalhadas entre as plantas, fazendo a chama das velas tremular suavemente sobre a mesa já quase vazia. A cidade continuava viva lá embaixo,
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