(POV DE GABRIEL BLACKWOLF) Eu estava à beira de perder a sanidade. Se qualquer um dos meus subordinados me visse ali, diria que eu era um santo.A fera dentro de mim uivava por ela, mas o Comandante precisava assumir o controle. Ela precisava de mim, e não apenas do meu corpo.— Eu acho que ela tem razão... — a voz dela saiu como um fio de seda puído.Ela desviou o olhar, os lábios tremendo enquanto mordia o próprio desespero para não desabar.— Não, amor. Ela não tem razão. Que diabos, pare de se culpar, por favor...— Mas o Dante foi preso por minha causa...— Não, Júlia. Ele foi preso pelas próprias escolhas.Puxei-a para mais perto. O calor da água não era nada perto da febre que subia pelas minhas veias. A limpeza do meu bloqueio dava chicotadas internas, mas eu ignorei a dor.— O Dante foi preso porque nunca aceitou um "não" seu. Porque te assediou, invadiu seu espaço, te desrespeitou.As palavras saíam como tiros, secas e letais.— Quantas vezes ele pulou a janela do seu quar
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