CAP. 12- A Ressaca do Paraíso
(POV Sky)Eu estava no céu. Literalmente.Havia anjos, harpas e um querubim que tinha a cara do Stephen James sem tatuagem me dando uvas na boca. O beijo dele tinha gosto de nuvem e pecado. Eu estava prestes a dizer "sim" para o universo quando, de repente, o universo resolveu me dar uma marretada na testa.Tum. Tum. Tum.Abri um olho. Depois o outro. A luz que entrava pela janela não era divina; era agressiva. Parecia que alguém estava apontando um holofote de estádio direto para as minhas pupilas.— Ai, meu Deus... o casamento — murmurei, sentando-me na cama num solavanco.Péssima ideia. Meu cérebro deu uma cambalhota dentro do crânio e tentou sair pelo meu ouvido. Senti uma náusea tão violenta que cogitei seriamente a possibilidade de ter morrido e estar no purgatório. Voltei para o travesseiro, gemendo.— Calma, noivinha. O luto ainda não passou?Aquela voz. Aquela voz grave, vibrante e irritantemente nítida.Virei o pescoço devagar — o que levou cerca de três anos para acontecer
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