CAP. 16- Pois agora, o Céu estava oficialmente no inferno.
— Sky... — a voz de Victor veio de trás de mim, carregada daquela falsa piedade que me fazia querer vomitar. — A gente pode conversar?— Não temos nada para conversar.— Eu posso explicar, eu te amo, não queria te magoar.Virei-me devagar, sustentando o olhar. Victor tinha aquele jeito de garoto arrependido que sempre funcionava comigo, mas hoje eu só via um estranho.— Você já fez isso. Você foi a última pessoa no mundo que eu achei que teria coragem de me machucar, Victor. — Minha voz saiu firme, embora meu coração batesse contra as costelas. — Foi bonito enquanto durou o teatro, mas agora... aproveite o show com a Sofia.Ele tentou abrir a boca, mas eu o deixei falando com as caixas. Entrei na sala da presidência sem bater. Paulo Gouveia estava lá, encostado na mesa, conversando com Max, um associado dos EUA que estava ali para o projeto do novo estádio. Max me comprimentou e saiu da sala.Paulo era a imagem do que o Victor seria em vinte anos: o mesmo cabelo preto denso, os mesmo
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