O barulho dos freios do ônibus foi ouvido, logo a porta sanfonada abriu. Elena desceu os degraus. A bota dela bateu no chão coberto por uma camada fina de gelo. Bangor, Maine. O fim do mundo. Ela abraçou o próprio corpo, o suéter fino oferecendo zero proteção contra o frio. A rua principal estava deserta, iluminada apenas por postes piscando. O estômago dela roncou. Ela começou a andar. Não tinha destino. Precisava apenas sair da calçada antes que a hipotermia fizesse o trabalho que o marido dela começou. Três quarteirões depois, uma luz fraca brilhava no interior de uma loja de esquina. A placa de madeira gasta pendurada acima da porta dizia: Hank — Materiais e Reformas. Elena empurrou a porta. Um sino enferrujado tocou. O cheiro de serragem, tinta velha e poeira invadiu as narinas dela, um alívio instantâneo contra o cheiro de gelo da rua. Atrás do balcão, um homem na casa dos sessenta anos ergueu os olhos de um rolo de papel amassado. Ele tinha a barba rala, usava uma camisa
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