Por Leon HelkA reunião era uma merda. Negócios, contratos, aquisições, valores em milhões de dólares, estratégias, tudo importante, tudo técnico, tudo o que eu deveria estar ouvindo e decidindo. Mas naquela noite, com a música pesada da boate ecoando como um trovão abafado atrás das paredes de vidro da área VIP, eu não conseguia me concentrar em uma única linha, em um só número, em uma palavra sequer.Meu copo de uísque permanecia intacto sobre a mesa, o gelo derretendo devagar, gotas de água escorrendo pelo vidro, exatamente como a minha paciência, que ia se esvaziando a cada segundo que passava. Alex estava ao meu lado, relaxado, ouvindo os sócios falarem com atenção fingida, mas de vez em quando me lançava um olhar de canto, um sorriso quase invisível nos lábios. Ele sabia. Sabia exatamente o que se passava dentro de mim, o turbilhão que eu tentava e falhava em controlar.Eu não queria estar ali. Não queria conversar, não queria tratar de dinheiro, de alianças, de poder. Queri
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