Lá dentro, a batida do funk fazia o chão vibrar. Luzes coloridas passando por cima de nós, fumaça no ar. A vibe era quente, suada, barulhenta. E mesmo assim, parecia que só existia eu e ele. — Você não tem ideia do quanto me deixa puto e excitado quando esses idiotas te olham e sabem que nunca vão encostar — disse ele, encostando na minha nuca, falando baixo. Eu apenas sorri de canto, sem responder. A verdade? Eu adorava. Cada passo com ele era como desfilar armada. E naquela noite, eu era a arma mais bonita do arsenal dele. O Diabo foi me guiando pela boate até o camarote. Não entramos fazendo alarde, não precisávamos. Apenas a presença dele já bastava para fazer os olhares seguirem nossos passos. Subimos os degraus sem pressa, e ele fez questão de me manter na frente, a mão firme na minha cintura. O camarote era no alto, visão privilegiada da pista fervendo lá embaixo. Mas ele nem olhou para baixo. Me puxou para o canto, o mais afastado possível da multidão, e se encostou na pa
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