Capítulo 61Ele olhou ao redor na garagem, tinha pelo menos uns dez carros, tirando o que foi destruído no acidente, o seu preferido, o SUV preto. Ao lado, o outro SUV que havia dado para Maitê, os sedãs clássicos, um conversível que nem lembrava quando comprou. Tudo impecável, graças ao cuidado do motorista.Rafael foi até o chaveiro na parede e pegou a chave da Mercedes preta, o modelo que ele mais gostava de dirigir antes de ter comprado o SUV. Fazia muito tempo que não tocava no volante dela. Passou o polegar na chave.— Vai sair, senhor? — perguntou o motorista, aparecendo na porta da garagem, preocupado.— Vou dar uma volta — respondeu Rafael, abrindo a porta do motorista e sentando no banco de couro.O motorista começou a roer as unhas, inquieto.— Quer que eu o leve?— Não, obrigado.— É que…Rafael parou com a chave na mão, olhou para o homem. Viu o nervosismo nos olhos dele, a preocupação genuína, o mesmo olhar que via em Mara, em Daniel e em Maitê. Todo mundo ainda andava n
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