POV Lucy O frasco de coloração suspeita ainda queimava na minha mão, escondido sob a dobra do meu jaleco, quando saí da sala de medicamentos. Meu plano era encontrar Gabriel imediatamente, mas o destino, ou a ironia cruel dos Lancaster, tinha outros planos. O corredor principal da Ala 4 estava estranhamente silencioso, exceto pelo som de passos pesados e o tilintar de uma bengala contra o piso de granito. No final do hall, cercado por dois guarda-costas de terno escuro que tentavam ser discretos, estava Arthur Lancaster. Ele parecia menos o patriarca implacável da cobertura e mais um homem de sua idade, vestindo um sobretudo cinza elegante, mas com os ombros levemente caídos. Ele parou diante de uma das janelas que davam para o jardim interno do hospital e suspirou. — Sr. Lancaster? — chamei, tentando controlar a respiração e esconder a bandeja de medicamentos atrás de uma das bancadas do posto de enfermagem. Arthur virou-se devagar. Seus olhos, sempre tão afiados para detectar
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